Dr. Omar Algazal Logo
10 de setembro de 2026

Exame de Dermatoscopia: Quando Fazer?

Entenda como o exame de dermatoscopia ajuda a avaliar pintas e lesões, identificar sinais de alerta e definir o acompanhamento dermatológico correto....

Exame de Dermatoscopia: Quando Fazer?

Uma pinta que mudou de cor, cresceu ou passou a apresentar bordas irregulares merece avaliação médica. O exame de dermatoscopia é um recurso utilizado pelo dermatologista para observar estruturas da pele que não são visíveis a olho nu, contribuindo para uma análise mais precisa de pintas, manchas e outras lesões cutâneas.

Esse exame faz parte da consulta dermatológica e tem papel relevante na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de pele. Também pode ser indicado para investigar alterações benignas, acompanhar lesões ao longo do tempo e orientar a necessidade de biópsia ou tratamento cirúrgico.

O que é o exame de dermatoscopia

A dermatoscopia é uma técnica de avaliação da pele realizada com um aparelho chamado dermatoscópio. Ele combina aumento óptico e iluminação adequada para permitir a visualização de padrões de pigmento, vasos sanguíneos, estruturas da queratina e outros detalhes internos de uma lesão.

Na prática, o dermatologista posiciona o equipamento sobre a área a ser examinada. Dependendo do tipo de aparelho e da lesão, pode haver contato direto com a pele ou avaliação sem contato. Em geral, o procedimento é rápido, indolor e não exige preparo especial.

O principal objetivo não é apenas classificar uma pinta como “boa” ou “ruim”. A interpretação considera o aspecto clínico da lesão, a história do paciente, a idade, a localização no corpo, a presença de sintomas e a comparação com outras marcas da pele. Por isso, a dermatoscopia deve ser realizada e interpretada por médico dermatologista.

Para que serve a dermatoscopia

A indicação mais conhecida é a avaliação de lesões pigmentadas, especialmente os nevos, popularmente chamados de pintas. Entretanto, o exame também auxilia na investigação de várias alterações dermatológicas, incluindo tumores benignos e malignos, ceratoses, verrugas, lesões vasculares e algumas doenças inflamatórias da pele.

No contexto da prevenção do câncer de pele, a dermatoscopia pode ajudar a identificar características compatíveis com melanoma, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e lesões pré-cancerosas. Ela aumenta a qualidade da avaliação clínica, mas não substitui a biópsia quando há suspeita diagnóstica.

Em determinadas situações, o melhor caminho é acompanhar uma lesão com registros fotográficos e nova avaliação em período definido pelo dermatologista. Em outras, a conduta indicada pode ser a retirada cirúrgica e o exame anatomopatológico. A decisão depende do conjunto de achados, e não de um único sinal observado no dermatoscópio.

Avaliação de pintas novas ou em mudança

Pintas podem surgir ao longo da vida, principalmente até a fase adulta jovem. Ainda assim, uma lesão nova em idade mais avançada ou uma pinta que apresenta mudança progressiva deve ser examinada. Crescimento, escurecimento, perda de simetria ou aparecimento de mais de uma tonalidade são motivos frequentes para procurar atendimento.

Um critério conhecido para observar lesões é a regra do ABCDE: assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro em crescimento e evolução. Ela é útil para chamar atenção para possíveis mudanças, mas não deve ser usada como ferramenta de diagnóstico em casa. Há melanomas pequenos e lesões benignas que podem parecer irregulares, o que reforça a necessidade de avaliação especializada.

Investigação de lesões que sangram ou não cicatrizam

Feridas persistentes, áreas que formam crostas repetidamente, nódulos brilhantes, manchas avermelhadas ou lesões que sangram sem trauma evidente também precisam de análise. Nem todo quadro representa câncer de pele, mas a persistência exige atenção.

O carcinoma basocelular, por exemplo, pode se apresentar como uma pequena lesão elevada e brilhante, uma ferida de repetição ou uma placa discreta. Como costuma evoluir lentamente, algumas pessoas adiam a consulta. O diagnóstico precoce permite definir o tratamento com maior segurança e, muitas vezes, com menor extensão cirúrgica.

Quando procurar um dermatologista

A consulta deve ser agendada diante de qualquer alteração percebida em uma pinta ou lesão cutânea. Pessoas com histórico pessoal de câncer de pele, familiares com melanoma, grande número de pintas, pele clara, exposição solar intensa ou episódios de queimadura solar também podem precisar de acompanhamento periódico, mesmo sem uma queixa específica.

Há situações em que a avaliação deve ser antecipada: uma lesão que cresce rapidamente, muda de aspecto em semanas ou meses, coça de forma persistente, dói, sangra, forma crosta ou não cicatriza. Alterações em couro cabeludo, unhas, plantas dos pés, palmas das mãos e região genital não devem ser ignoradas, pois essas áreas também podem apresentar lesões relevantes.

O autoexame da pele pode ser um hábito útil entre as consultas. A observação deve incluir costas, couro cabeludo, pernas, pés e áreas de difícil visualização, com ajuda de espelho ou de outra pessoa quando necessário. O objetivo é reconhecer mudanças e buscar avaliação, sem tentar concluir o diagnóstico por conta própria.

Como é realizado o exame na consulta

O exame de dermatoscopia costuma ocorrer durante a consulta dermatológica. Após ouvir a queixa e conhecer o histórico de saúde, o médico examina a lesão e as demais áreas da pele que forem pertinentes. Quando necessário, utiliza o dermatoscópio para analisar detalhes específicos.

Não há necessidade de anestesia, cortes ou coleta de sangue. O paciente pode manter seus cuidados habituais antes da consulta. Se a preocupação for uma lesão do couro cabeludo, é recomendável evitar produtos que dificultem muito a visualização da área. Já em unhas, esmaltes e unhas artificiais podem precisar ser removidos para permitir uma avaliação adequada.

Em alguns casos, o dermatologista realiza dermatoscopia digital, com imagens armazenadas para comparação futura. Essa estratégia é especialmente útil em pacientes com muitas pintas ou com lesões que não apresentam indicação imediata de retirada, mas precisam ser reavaliadas. O intervalo de acompanhamento varia conforme o risco individual e os achados clínicos.

Dermatoscopia não substitui biópsia quando ela é indicada

A dermatoscopia fornece informações importantes, mas não confirma todos os diagnósticos. Se houver suspeita de câncer de pele ou dúvida relevante, pode ser indicada a biópsia ou a retirada completa da lesão. O material é enviado para exame anatomopatológico, que analisa as células em laboratório e estabelece o diagnóstico definitivo.

Esse cuidado evita dois extremos: retirar cirurgicamente toda lesão sem necessidade ou deixar de investigar uma alteração suspeita. A conduta correta é individualizada. Aspectos vistos no aparelho, localização, tamanho, sintomas, evolução e histórico do paciente ajudam a definir o melhor planejamento.

Quando há indicação de cirurgia dermatológica, o objetivo é tratar a lesão de forma segura e preservar ao máximo a função e a estética da região. O planejamento varia conforme o tipo de lesão, a extensão, a área do corpo e o resultado do anatomopatológico.

Prevenção continua sendo parte do cuidado

Nenhum exame elimina a necessidade de proteção solar diária. A exposição acumulada aos raios ultravioleta é um dos principais fatores relacionados a diferentes tipos de câncer de pele e ao envelhecimento cutâneo. Protetor solar, roupas adequadas, chapéus, óculos e busca por sombra nos períodos de maior intensidade solar fazem parte de uma rotina preventiva.

O filtro solar deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele e usado em quantidade suficiente nas áreas expostas. Em atividades ao ar livre, suor, água e tempo de exposição exigem reaplicação. Pessoas que trabalham sob o sol ou praticam exercícios externos precisam de atenção ainda maior.

A prevenção também envolve não normalizar mudanças na pele. Esperar uma lesão “sumir sozinha” pode atrasar a investigação de um problema que seria mais simples de tratar precocemente.

Avaliação especializada em São José do Rio Preto

O exame de dermatoscopia deve integrar uma consulta completa, conduzida por dermatologista habilitado a avaliar a necessidade de acompanhamento, biópsia ou cirurgia. No consultório do Dr. Omar Algazal, dermatologista formado pela FAMERP e com RQE 124117, a avaliação é direcionada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das doenças da pele, incluindo o câncer de pele.

Ao notar uma pinta diferente, uma ferida persistente ou qualquer lesão que esteja mudando, não é necessário esperar que os sintomas se intensifiquem. Uma avaliação dermatológica no momento adequado é uma forma objetiva de cuidar da saúde da pele com segurança.

Dr. Omar Algazal

Dr. Omar Algazal

Dermatologista - CRM 24117

DR. OMAR ALGAZAL

Dermatologista

Titular SBD

RQE 124117

Contato

  • Av. José Munia, 7301
    4º andar, salas 401 e 402São José do Rio Preto - SP
  • (17) 99228-5084

Redes Sociais

As informações contidas neste site têm caráter exclusivamente informativo e educacional, não substituindo a consulta médica presencial. Em caso de dúvidas, procure um médico dermatologista.
Respeitamos as normas do Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 1.974/2011).

© 2026 Dr. Omar Algazal. Todos os direitos reservados.

Agendar Consulta